O pessoal da Trainer Br elaborou um artigo bem interessante quando o assunto é exposição e marketing em redes sociais. Será que vale a pena publicar toda hora e ter uma superexposição? Ou é melhor focar no público de interesse? Veja a resposta.

Superexposição ou Relevância: qual a melhor Estratégia?

Nas várias oportunidades que tivemos de ministrar nosso Treinamento in Company nas organizações, principalmente às pessoas de vendas e marketing, pudemos perceber o desafio que é para estes profissionais viverem num mundo hiper-conectado.

No passado, as rotas, os caminhos para executarem as atividades de divulgação de negócios eram mais ou menos traçados e conhecidos antecipadamente por todos, tudo mais ou menos previsível e estático.

Para o pessoal de marketing as mídias eram as mesmas, fossem revistas, simpósios, jornais, mídias televisivas, panfletagem, exposições, não fugia muito disto. As mídias eram estáticas e bem definidas, ou seja, os caminhos eram conhecidos e, por isso, o trânsito neles era seguro ou de certa previsibilidade. No caso do pessoal de vendas, os caminhos eram os mesmos do marketing adicionados do contato pessoal, por telefone, fax, telex, enfim coisas que quase não existem mais, sendo também caminhos relativamente seguros e com certa previsibilidade.

Não existia a web, nem redes sociais, nem formadores de opinião na velocidade que existe hoje e a hiper-conectividade era tema para filmes de ficção científica.

Tudo mudou, radicalmente, velozmente e um novo aprendizado e adaptação está acontecendo para estes profissionais. Um destes aprendizados é que a superexposição, que no passado era boa, mas em nossos dias pode causar efeitos colaterais indesejados. E para combater estes efeitos colaterais há a necessidade de uma certa expertise. Vamos a um exemplo claro.

Quando a comunicação e o marketing eram mais difíceis e limitados, principalmente no quesito possibilidades de negócios, existia um mote corporativo que era muito comum e sempre repetido no Treinamento para Líderes: “Quem não é visto, não é lembrado”.

Naquele momento nada mais correto e assertivo. As mídias eram limitadas a nichos de mercado e procurava-se a superexposição a todo custo. Àqueles recursos era o que funcionava e cada recurso atendia a um nicho específico.

Neste cenário, a superexposição em um determinado nicho, costumava trazer boas oportunidades de negócios. Mas, à medida que conquistamos os novos recursos da tecnologia da informação e com a hiper-conectividade, algumas organizações entraram num ciclo de superexposição que lhes trouxe mais problemas que soluções.

Um caso real

Um de nossos clientes exprimiu o incômodo de ter produzido uma campanha de serviços utilizando-se de recursos próprios na web e que lhe trouxe um volume de consultas e trabalho inesperado. Em sua percepção não conseguiu absorver ou aproveitar seus resultados por falta de estrutura de atendimento, pessoal para feedback e respostas rápidas. No entanto também foi detectado que 88% das consultas não foram geradoras de negócios em potencial, ou seja, vieram de fontes externas ao seu nicho de mercado – se preferir de fontes que não viram relevância em seu negócio. E do potencial de geração de negócios, foram bem sucedidos somente em 20,5 % dos casos.

Resumindo 20,5 % dos 12 % de possibilidades de negócios foram aproveitados, o que representou, aproximadamente, um aproveitamento de 2,5 % sobre o total.

Em sua percepção, o investimento não se justificou, porque as mídias digitais não funcionaram bem, correto?

Errado. O que de fato esta experiência mostrou é que a superexposição pode não ser um caminho inteligente quando se utiliza um recurso tão poderoso como a hiper-conectividade e seu pessoal de marketing cometeu um erro estratégico.

Qual foi este erro? A falta de seletividade, a falta de objetividade ou saber para quem queriam ser expostos na rede.

Estar superexposto não significa estar exposto para quem realmente interessa. Resumindo: faltaram os filtros e os direcionadores da campanha de marketing.

Num mundo hiper-conectado, o mote corporativo “Quem não é visto não é lembrado” já não funciona mais. Agora é mais inteligente pesarmos de outra forma como:

Quem não é visto, por quem interessa, não é lembrado por quem interessa
ou ainda
Quantidade não é Qualidade”.

Parece-nos uma obviedade, mas foi exatamente isto o que aconteceu. A superexposição para quem não era relevante para o negócio e para quem o negócio não era relevante. Resultado: 2,5 % de novos negócios por falta de seletividade. Este benefício foi absorvido pela variação natural do mercado e quase não percebido pela organização.

Numa comunidade de bilhões de pessoas e milhões de organizações, se você acionar as teclas corretas poderá ser visto por muitos e será visto, mas a questão aqui não é esta. A questão é: serei visto por quem me interessa e por quem se interessa pelo o que eu faço?

Esta é a função de empresas e profissionais de marketing digital, ou seja, proporcionar para seus clientes a exposição para quem pode nutrir interesses comuns e legítimos com sua organização e não superexpor sua empresa. Se alguma vez participou de um Curso de Liderança, deve ter visto que uma das características da liderança é ser percebido em sua relevância para quem o contempla. Não consegue liderar quem é percebido, mas não tem relevância para quem o percebe.

A web proporciona um mar de oportunidades, mas há caminhos a serem seguidos, estratégias a serem adotadas, procedimentos que levem a seletividade com inteligência e dados a serem, minunciosamente, observados. Casos estes cuidados não forem adotados, o resultado poderá ser uma superexposição do seu negócio, mas para quem não vê relevância na sua empresa.

Recomendamos que não cometa o erro da superexposição, um bom suporte de empresas de marketing digital, sérias, pode ser uma ótima opção para que ganhe relevância no lugar certo, para o público que interessa. Não se esqueça que o objetivo não é ser superexposto, mas ser notado por quem interessa-se pelo que você e sua empresa fazem.

A liderança virá com o tempo.

 

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