Em tempos de uso de redes sociais crescentes, é bem comum vermos mêmes, fotos-colagem, montagens, entre outras peças que fazem do Brasil o ‘país da zoação’. Se for algo positivo ou bem-humorado, tudo bem. Acontece que há aqueles que fazem divulgações de mentiras, boatos, ou mesmo inventam histórias sobre a marca, sobre uma empresa ou seus funcionários e que prejudicam a imagem, as vendas e toda a reputação conquistada.

Sobre isso, a Barbara Dias do site e.life publicou um artigo bem interessante sobre as notícias falsas (fakes news) que podem, algum dia, envolver sua marca nas redes sociais. Reproduzimos abaixo, pois essa vale compartilhar!


 

Timeline é uma importante fonte de informação para o brasileiro

No Brasil, depois dos portais online de notícias (69%), a timeline é segunda fonte de informação jornalística principal para 43% dos internautas, seguida pelos telejornais com 36%.

A desconfiança em relação a timeline, porém, é alta: 35% não confiam no feed de notícias contra 20% dos que não confiam nos portais de notícia; 24% que não confiam nos telejornais e 28% dos que não confiam nos perfis de mídia independente das redes sociais.

Os dados são do estudo Hábitos e Comportamento dos Usuários Brasileiros nas Redes Sociais 2016, realizado pela E.life, que também identificou que 95% dos entrevistados têm acesso às notícias pelo celular, destes 76% as acessam diariamente.

Como combater o fake news?

Além de formar melhores leitores, pessoas e cidadãos mais críticos, com o hábito de ler notícias em veículos sérios, precisamos combater as notícias falsas usando a própria internet como espaço para checar os fatos. No guia abaixo sugerimos algumas dicas para empresas e pessoas comuns:

 

1. Monitore páginas do Facebook

Notícias falsas tanto podem ser divulgadas por veículos tradicionais quanto por noticiosos independentes. Porém, a multiplicação dos independentes gerou um novo desafio: como acompanhar as notícias em tempo real? São tantos veículos e com tantas correntes ideológicas, partidárias e temáticas distintas que a E.life mapeou apenas no Brasil mais de 400 páginas no Facebook. Hoje, com algumas ferramentas, como o Buzzmonitor, é possível monitorar e analisar em tempo real as publicações e os comentários destes veículos.

Nomes como HugeNews, Brasil Verde Amarelo, Mídia Ninja e Mega Buzz agora dividem a nossa atenção na timeline do Facebook com Folha de S.Paulo, Veja e Carta Capital. Por isso, é importante criar uma rotina de monitoramento focado em seus conteúdos, afinal é nesta rede que circulam algumas das notícias falsas compartilhadas.

Você deve acompanhar quais os veículos mais ativos, além dos temas mais publicados e da reação de seus leitores através de hashtags e termos mais citados. Monitore as notícias da sua marca, de seus produtos e concorrentes, compreendendo não apenas quando sua marca foi citada em veículos de comunicação independentes, mas a reação dos leitores.

 

2. Dê um Google

Antes de compartilhar ou sair promovendo aos quatro cantos uma notícia, dê um google. Busque termos relacionados àquela notícia não apenas nos resultados principais, mas também no Google News. Se a notícia for real você encontrará outros veículos a noticiando – averigue os links e verifique se são veículos confiáveis.

 

3. Consulte a Wikipedia

Nunca é demais consultar a Wikipedia para verificar se algum fato divulgado na notícia é de fato real. Geralmente os verbetes são editados muito rapidamente, como, por exemplo, o verbete da atriz Carrie Fisher, que foi editado em menos de 24h após a sua morte.

Outro exemplo foi durante as últimas eleições presidenciais brasileiras, onde vários políticos foram associados a diferentes empresas. Buscando os verbetes das empresas é possível pesquisar quem são os verdadeiros sócios sem muito esforço.

 

4. Faça buscas no Twitter

Para fatos em tempo real talvez a melhor opção seja consultar o Twitter. Não há notícia no mundo que não esteja em tempo real no Twitter. A rede se consolidou como a favorita dos jornalistas e em casos onde a notícia é falsa, geralmente, é bem fácil fazer uma checagem de dados usando a busca da rede social. Os Trending Topics do Twitter, que são os assuntos que cresceram mais rapidamente em um determinado período de tempo, podem também indicar se um tema é notícia, mas mesmo assim ainda é preciso verificar sua veracidade.

 

5. Consulte a página Boatos.org

A página do Boatos.org, que também está no Facebook, do jornalista Edgar Matsuki, se propõe a compilar algumas das mentiras contadas na internet e que enganam milhões de pessoas todos os dias. Então, antes de sair compartilhando por aí vale checar no Boatos. E o Edgar também aceita a sugestão de temas que podem ser checados por ele.

 

6. Tenha mais responsabilidade com o que compartilha

Ter mais responsabilidade antes de clicar no “compartilhar” pode não apenas salvar o retratado de uma humilhação em uma notícia falsa, mas pode salvar sua reputação. Se tem dúvida ou não tem tempo para checar os fatos, o melhor é não compartilhar a notícia.


Uma equipe de marketing é necessárias para realizar essas ações e garantir que todos os conflitos que possam surgir nas redes sociais sejam sanados da melhor maneira possível, bem como garantir que suas publicações sejam sempre de qualidade e verídicas.